Nos últimos 50 anos, os inaladores de alívio têm sido o tratamento de primeira linha para a asma, muito devido à sua rápida capacidade de mitigar os sintomas. É natural, por isso, que o alívio imediato proporcionado os torne os ‘melhores amigos’ destes doentes, que acreditam ser esta a forma mais rápida e simples de controlarem os seus sintomas.[6] No entanto, a evidência científica atual confirma que o seu uso elevado está associado a um maior número de idas às urgências, maior número de hospitalizações e maior número de mortes.[3]
É, por isso, essencial mudar os comportamentos, esclarecer e informar sobre os riscos do excesso de confiança associado ao uso do inalador de alívio, reforçando a importância de manter a doença controlada, o que evita que se tenha de recorrer com mais frequência à medicação de alívio. Uma necessidade que coloca os profissionais de saúde na primeira linha, cabendo-lhes aqui um papel determinante para ajudar os seus doentes a controlar a asma através da terapêutica de manutenção.
Nesta primeira fase, a campanha é destinada exclusivamente aos profissionais de saúde, chegando posteriormente à população. Uma das várias iniciativas de consciencialização, a decorrer ao longo de 2021, será um breve questionário que ajudará os doentes a avaliar qual a sua dependência e grau de confiança dos inaladores de alívio, permitindo também aos profissionais de saúde identificar possíveis doentes em risco.
Saiba mais sobre esta campanha aqui.
1 Sá-Sousa et al. Clinical and Translational Allergy 2012, 2:15
2 Sá-Sousa et al. Revista Portuguesa de Pneumologia 2015, 209-213.
3 Global Initiative for Asthma. www.ginasthma.org acedido em abril de 2021
4 Price D, et al. NPJ Prim Care Respir Med 2014,12;24:14009
5 Azzi EA, et al. BMJ 2019,14;9(8):e028995.
6 Chan AHY, et al. J Allergy Clin Immunol Pract. 2020, 3482-3489.e1


